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A história da arte barreira e, mais tarde, da ceramica, não se faz sem mencionar as numerosas fábricas que em Vila Nova de Gaia se construiram para o melhor e maior aperfeiçoamento das louças decorativas que chegaram a ter projeção internacional, especialmente na europa. Tal era a qualidade e prestigio, que decretos régios do século XVII, impediriam a importação de louça estrangeira. A produção fabril, caraterizada pela qualidade e colorido das suas peças, conta 16 fabricas de ceramica na região. A maioria dessas persiste até ao primeiro quartel do século XX, às quais se junta a Fábrica Cerâmica de Valadares.

No dia 25 de abril do ano de 1921, seis homens e uma firma do Norte constituem uma sociedade fabril por quotas denominada Fábrica Cerâmica de Valadares, Limitada, com um capital social de 140 000$00.

 

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Começa a laborar nas áreas da industria barreira e ceramica, produzindo variedade de artigos em barro vermelho – numerosa variedade de tijolos maciços e refratários, ornados para jardins, adobos, caldeiras, fornos e gasogénios, variedade de telha, fornos de cozer pão e vasos, entre outros – e em grés – tubos, sifões, tampas, bacias cónicas e botijas, azulejos variados e louça sanitária, entre outros.

A empresa teve rápido desenvolvimento. Em 1922 conta com 8 sócios e algumas dezenas de operários. Já em 1924, a sociedade passa de quotas para sociedade anónima de responsabilidade limitada, sem alteração da denominação – Fábrica Cerâmica de Valadares. Daí em diante, traça um caminho de gradual e sólido progresso.

 

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Durante mais de 20 anos, fabricou louça de faiança, seguindo a linha da fama e posição das numerosas e antigas fábricas de Gaia que sempre primaram pela requintada apresentação, variedade das peças e execução da pintura e desenho.

Na denominada louça decorativa destaca-se pelo elevado grau de qualidade, contando com a participação prestigiados artistas como A. Cinatti, Artur Vanceslau da Rocha, Carlos Branco, António Braga.

Por tudo isso, rapidamente se torna conhecida em todo o país e até no estrangeiro. O numero de operários aumenta, ano após ano, de forma gradual e qualificativamente. Em finais da década de 1940, é considerada a primeira e maior fábrica ceramica em louça sanitária e azulejo, com a maior capacidade e qualidade de produção no país. Para tal contribui uma forte aposta no desenvolvimento e modernização, com implementação de maquinaria e uma ampla expansão das instalações. Em 1948, a fábrica conta com 171 operários.

 

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No ano de 1979, a Fábrica Ceramica de Valadares, já com 30 anos de existência, era considerada o maior, mais evoluido e mais moderno centro de produção em louça sanitária e azulejos sobejamente conhecido em Portugal e no estrangeiro.

Desde o início da sua existência a Fábrica Cerâmica de Valadares não deixou de laborar a bem da industria barreira e ceramica portuguesa, sempre numa produão variada e ascendente, melhorando sempre, até hoje, as suas peças e artigo. (Amigos de Gaio, Outubro de 1979)

Ao longo da sua vasta existência muitos foram os altos e baixos, num percurso que consolidou a marca Valadares em Portugal e pelo mundo.

 

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É já no século XXI que a Fábrica Cerâmica de Valadares atinge o seu pior momento. Após anos de insolvência, no ano de 2012 as portas fecham deixando mais de 300 operários sem emprego. Mas, a esperança de um regresso nunca abandonou muitos daqueles que dela fizeram parte. Antigos quadros dirigentes da extinta Cerâmica de Valadares, elaboraram um projeto industrial assente no aproveitamento de uma parte da capacidade industrial existente resultante do redimensionamento das anteriores instalações.

 

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Nasce a sociedade ARCH (Advanced Research Ceramic Heritage) que aposta numa estratégia voltada para o futuro, respeitando, porém, o legado histórico da marca Valadares.

Em 2015, os fornos reacendem, com cerca de 40 dos antigos trabalhadores. A Fábrica Cerâmica de Valadares renasce.

Aliando a tradição à inovação e ao design, com uma produção 100% nacional e forte componente ambiental, a ARCH promete revolucionar o mercado da indústria ceramica de sanitários.

 

 

Um ano passado, a nova Valadares apresenta novos produtos e um novo material revolucionário para o setor, sendo já considerada um exemplo de visão de futuro.

 

 

A comemorar 95 anos de existência, a marca volta a conquistar o mundo.

Já este ano, a espetativa é alcançar um volume de negócios da ordem dos 5 milhões de euros com uma taxa de exportação de cerca de 60% do seu volume de negócios e uma produção de 150 mil peças que deverão alcançar as 250 mil em 2017.

Apostada na inovação e na qualidade, a cada passo, a ARCH Valadares renova a certeza da capacidade de marcar a diferença e fazer da cerâmica sanitária algo verdadeiramente inspirador.